terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ecos de fevereiro II

Eu bato ponto todo os dias, mas não é no trabalho. É na minha caixa de e-mails, para ver se você, longe onde está, ainda se lembra que eu existo. Te mando uma mensagem eletrônica de uma única linha, só para instigar sua curiosidade. Você não dá nem sinal de vida. Bato ponto no celular, para ver se você ligou ou mandou mensagem. Bato ponto até dormindo, quando vou à sua cama e me deito com você, e rola daquele jeito que só você faz, com carinho, com calma, com amor. A gente treme, e se arrepia, e se contorce.


Daí eu acordo e choro por dentro, porque me proibi de molhar os olhos por você. Já basta. Sua cota de lágrimas passou do limite. Se quiser molhar meus olhos, que seja com as suas próprias gotas de sal.


Mas, ei, quando não tiver nada para fazer mesmo, vem bater ponto em mim.

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