quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Promessa

Quero me apaixonar. Fazer carícias debaixo de um cobertor. Queimar a boca em beijos ácidos. Transpirar, molhando o sexo e o coração. Ferver, delirar, chorar de felicidade. De novo e com mais força.
Lembro-me da última vez. Amor de 7,9 graus na escala Richter. A Terra sentiu o mesmo que eu e ejaculou com fúria. O tremor veio com tanta intensidade que matou 90 mil pessoas na China. Não sinto culpa. Morreram por amor. Há causa mais justa? Há morte mais nobre?
Da próxima vez, sei que a paixão será inominável, e o amor, incompreensível, como há de ser eternamente. Da próxima vez, moverei não só as placas tectônicas, mas o eixo da Terra. Farei da natureza minha escrava, e eu hei de ser cega serva da física e de tudo o que a ciência não explica. Serei insanamente racional no amor que sinto. É uma promessa.

4 comentários:

Anônimo disse...

Voce escreve bem demais!!!! Adorei!!!

Adolfo

Zuza Zapata disse...

Que linda, e que sorte do próximo ser amado!

Beijo doce! :*

Rafael Perfeito disse...

Que vulcão!!!!!!! Você tá melhor do que nunca!!!!
Ai de quem estiver por perto desse abalo sísmico!!! rs

Hélio Netho; disse...

e que seja assim,
e ao mesmo tempo, sábio...