segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Não contavam com minha astúcia

Eu estava num fim de festa de casamento, e as últimas pessoas que resistiram até ali estavam bem pra lá de Bagdá, inclusive eu. Tinha tomado muita vodka de baunilha com suco de uva verde. Parece uma mistura bizarra, mas foi uma das bebidas mais saborosas que já tomei.
As meninas haviam dominado o lugar do DJ e colocaram um funk bem safado pra dançar. Eu, que não aprecio o estilo musical, fiquei quietinha no meu canto, contudo um grupo de rapazes se mostrou infeliz ao me ver tão imóvel, perdendo a incrível oportunidade de rebolar para eles. Mexeram comigo, me fizeram perguntas, tentaram me convencer de todo jeito, mas fui absolutamente resoluta. Não deu certo, tinha um que parecia até ter raiva de mim por eu não satisfazer sua tão sagrada vontade.
Então, eu me rendi: "Tudo bem, gente! Vou até o chão 10 vezes se um de vocês for pelo menos uma". Toparam na hora e o mais bobinho, coitado, foi todo se requebrando até o chão, no maior esforço para segurar aquela barriguinha de chopp sobre as pernas. Ufa! Quando terminou, estava até suado.
Mas ele fez tudo aquilo por um bem maior, afinal, ele e os amigos agora teriam a maravilhosa oportunidade de assistir à minha magnífica figura fazendo 10 flexões. De braço, é claro. Até parece que eu ia rebolar para uma cambada de marmanjo. Depois, fui chamada de trapaceira e ganhei o ódio de um raivozinho, mas quem disse que eu me importo?

2 comentários:

Hélio Netho; disse...

e quanto coisa viu...

Híndira disse...

É fundamental ter presença de espírito nessas horas!